Breve biografia de Richard Zimler, o autor que estará na VI tertúlia do Clube ANA Lisboa a 11 de dezembro

rZimler

"Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em religião comparada na Duke University (1977) e um mestrado em jornalismo na Stanford University (1982). Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de S. Francisco. Em 1990, foi viver para o Porto, onde foi professor de jornalismo durante 16 anos, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto.

Desde 2002, tem dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Nos últimos 16 anos, publicou nove romances, uma colectânea de contos e dois livros infantis, que depressa entraram nas listas de bestsellers de vários países (Portugal, Brasil, EUA, Inglaterra, Itália, etc...). Os seus livros editados em Portugal – por ordem cronológica – são: O Último Cabalista de Lisboa, Trevas de Luz, Meia-Noite ou o Princípio do Mundo, Goa ou o Guardião da Aurora, À Procura de Sana, A Sétima Porta, Confundir a Cidade com o Mar, Dança Quando Chegares ao fim (livro para crianças), Os Anagramas de Varsóvia, Ilha Teresa e Hugo e Eu e as Mangas de Marte (livro para crianças). Zimler já ganhou diversos prémios, incluindo o National Endowment of the Arts Fellowship in Fiction (EUA) em 1994 e o Prémio Herodotus (EUA) para o melhor romance histórico em 1998. O prémio literário Alberto Benveniste 2009 foi atribuído a Zimler pela obra Goa ou o Guardião da Aurora. O prémio foi criado para galardoar um romance (publicado em francês) que se enquadra no programa do Centro Alberto Benveniste (Estudos Judeus-Sefarditas). O seu mais recente romance, Os Anagramas de Varsóvia, foi nomeado o Melhor Livro de 2009 pela revista LER e também pelos alunos das escolas secundárias de Portugal (Prémio Marquês de Ouro). Em 2009, Zimler escreveu o guião para O Espelho Lento, uma curta-metragem baseada num dos seus contos. O filme foi realizado no verão de 2009 pela realizadora sueca-portuguesa Solveig Nordlund e venceu o prémio de melhor filme dramático no Festival de Curtas-Metragens de Nova Iorque em Maio de 2010.”

Para saber mais consulte :   http://www.zimler.com/

V Edição Tertúlia Literária - João Ricardo Pedro

Porque não conversamos há muito...

Porque é bom ter um livro para ler e depois fazer conversa...

Porque é bom ouvir voz e olhar quem escreve...

... por tudo... o CAL desafio os sócios a lerem este romance e a virem conversar com este novo autor.

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2ª Tertúlia

RUI ZINK

Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961. Escritor e professor no Departamento de Estudos Portugueses na Faculdade da Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é autor duma obra diversificada e multifacetada.

No âmbito da literatura publicou, entre outros, os romances Hotel Lusitano (1987), Apocalipse Nau (1996), O Suplente (2000) e Os Surfistas (2001), primeiro e-book em língua portuguesa.

É ainda co-autor de Major Alverca e dos livros infantis o Bebé ... que não gostava de televisão (2003), o Bebé ... que não sabia quem era (2003 ), o Bebé ... que fez uma birra (2004) e Pornex (1984).

A sua obra está traduzida em inglês, alemão e hebraico, encontrando-se também publicada no Brasil.

Ler mais... 2ª Tertúlia

1ª Tertúlia

LÍDIA JORGE

Nasceu em Boliqueime, no Algarve, em 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa e foi professora do ensino secundário e da Faculdade de Letras de Lisboa.

Considerada hoje em dia como uma das romancistas de maior sucesso na literatura portuguesa contemporânea, começou a escrever desde muito jovem. É colaboradora de vários jornais e revistas e tem integrado diversos júris de prémios literários.

Leccionou em Moçambique e Angola, em pleno ambiente da Guerra Colonial, a experiência que viveu em África foi depois transportada, através do olhar da mulher de um oficial do exército português, para o romance “A Costa dos Murmúrios”.

Regressada a Lisboa, continuou a dar aulas, foi professora da Faculdade de Letras de Lisboa, actividade que interrompeu para desempenhar funções na Alta Autoridade para a Comunicação Social.

A sua primeira obra, “O Dia do Prodígios”, constrói-se como uma alegoria ao país fechado e parado que Portugal era sob o regime anterior à revolução de Abril de 74.

O impacto causado por este romance foi enorme. Lídia Jorge tornou-se de imediato uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma voz renovadora do seu imaginário romanesco. 

Os seus romances mantêm uma grande variedade temática. Estão sobretudo ligados aos problemas colectivos do povo português e às circunstâncias históricas e mudanças da sociedade nacional após o 25 de Abril, assim como à problemática da Mulher.

As suas obras estão traduzidas em espanhol, alemão, inglês, francês, holandês e italiano.

 

O VENTO ASSOBIANDO NAS GRUAS

Grande Prémio do Romance e da Novela APE

Naquele momento, o bar podia levantar-se sobre as próprias canas, deslocar-se durante um quarto hora e voltar ao mesmo lugar com eles lá dentro. Pousar devagar. As aves podiam partir levando no bico a ponta das ondas.

O oitavo romance de Lídia Jorge foi publicado em 2002, por Publicações Dom Quixote. A sua acção desenvolve-se em torno da relação entre Milene e Antonino Mata, figuras-chave no embate entre duas famílias de estruturas diferentes, numa sociedade em mudança.

Na badana da primeira edição pode ler-se -  O Vento Assobiando nas Gruas é um livro ancorado sobre dois mundos – um mundo contemporâneo, envolvido com a transformação acelerada da Terra, movido pelo sentido selvagem do futuro, e um outro mais antigo, onde a história duma velha fábrica se cruza com a sorte de uma família numerosa, recém-chegada de África. Dois mundos, à primeira vista irreconciliáveis, e no entanto, a aproximá-los, por obra do acaso, caminha desde a primeira página a figura de Milene Leandro, a rapariga singular, para quem tudo nasce pela primeira vez, e que na simplicidade do seu juízo, acabará por obrigar os outros à revelação de si mesmos…”  Milene é a figura central, sendo inclusive através dos seus olhos que o leitor entra na narrativa.

Read more: http://www.portaldaliteratura.com/livros.php?livro=843#ixzz0ieCqsgAQ

 

MADALENA OLIVEIRA

Entrei para a ANA no dia 1 de Junho  de 1977, como tradutora, ainda no tempo da Comissão de Instalação (antes disso tinha dado aulas de Português e Inglês).

Depois, pouco tempo mais tarde e a convite do Engº Viana Baptista (Presidente) integrei a equipa que arrancou com o 1º centro de documentação da empresa. Éramos 3. Daí em diante as minhas funções estiveram sempre ligadas à área da Documentação... e aos livros...Só em 2000 é que comecei a ter a gestão dos patrimónios culturais: primeiro a colecção das obras de arte e um ou dois anos mais tarde, o património técnico-científico que se veio a concretizar no Museu.

Os livros e a leitura têm sido uma constante tanto na minha vida pessoal como na profissional. O gosto pela leitura vem desde a infância. Leio desde criança. Hábitos de família e do tempo em que ainda não havia televisão...filha única, trocava livros com os primos e todos liamos tudo - desde livros de quadradinhos, a histórias infantis, clássicos, contos tradicionais e livros considerados adequados para a idade (os famosos livros "dos Cinco" são dessa época).

Mantenho esse  gosto pela diversidade...e continuo a ler, o mais que posso, mas sempre com a sensação que não conseguirei ler todos os livros que gostaria...Ler absorve toda a minha atenção, faz-me esquecer do que me rodeia e consegue transportar-me para onde o escritor/autor nos quer levar...É realmente um prazer!

Os clubes de leitura ajudam-nos a ter um pouco mais de disciplina e abrangência, propondo-nos um calendário e um programa de leituras...e facilitam a fascinante tarefa da partilha das nossas opinões, sensações e experiências: juntamo-nos numa data para falar sobre o livro que escolhemos ler ... e voltamos a encontrar-nos combinando uma nova data para uma nova troca de opiniões sobre um novo livro. Por vezes, quem sabe, um livro que nunca  teríamos escolhido...

Obrigada por se terem lembrado de mim para integrar este grupo.

Madalena Oliveira

3ª Tertúlia

David Luis Soares

David Soares é autor dos romances O Evangelho do Enforcado, que conta a história dos famosos painéis de São Vicente de Fora, Lisboa Triunfante, uma história mágica sobre a capital portuguesa, e A Conspiração dos Antepassados, sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister Crowley (Saída de Emergência: 2010, 2008 e 2007).

Publicou três livros de contos, cinco álbuns de banda desenhada e um livro de ensaio literário sobre banda desenhada. Na sua carreira como autor de banda desenhada (publicado em França e em Espanha), foi premiado com dois troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma bolsa de criação literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e pelo Ministério da Cultura.

Colabora, regularmente, em diversas antologias literárias, relacionadas com o género Fantástico e é considerado pela crítica especializada nesse género como sendo o melhor autor português de literatura fantástica. Em 2009, viu um excerto do seu romance Lisboa Triunfante ser publicado na revista literária polaca Lampa, uma edição do Instituto Camões na Polónia, junto de excertos de outros autores portugueses como José Saramago, Gonçalo M. Tavares e Lídia Jorge.

Também trabalha como tradutor, tendo assegurado a tradução de obras de autores como Alan Moore, Jack Dann e Philip K. Dick.

   
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